A televisão vive se reinventando. Na guerra pela audiência, programas que fizeram sucesso antigamente, voltam para combater a concorrência. Desta vez, a Globo ressucita o reality show No Limite. Pra quem não assistiu, a atração se passa no meio do nada, os participantes precisam se virar e comer o que aparecer. É mais ou menos como numa suruba: sem nenhum conforto, você come o que aparece e muitas vezes precisa se virar…

É engraçado que o Zeca Camargo faz questão de ficar desarrumado, suado e descabelado. Aí a desculpa que ele usa pra ficar assim é que ele está apresentando um programa selvagem, sem conforto nenhum. Por isso ele se veste daquele jeito. Desculpa esfarrapada! Então quer dizer que se o No Limite fosse um programa sobre filmes pornôs, ele usaria uma roupa de sadomazoquista?

Os competidores estão ali não só para ganhar o grande prêmio final. Eles também querem ficar famosos. Imagina quando um deles sair do programa e aparecer no Faustão: “Vem aí, o Fulano que vomitou no mar e quase morreu de insolação! Palmas pra ele!!!”

As meninas aproveitam o sol escaldante do Ceará (locação onde se passa o programa), para ficarem de biquinis o tempo todo. Isso já é uma tática! Saindo dali, elas garantem uma capa de Playboy. Tô até imaginando a capa: “Abra a revista e veja o matagal que vai deixar você No Limite…do banheiro!”
Em 2000, quando estreiou a primeira edição, o programa ficou famoso por fazer os participantes comerem coisas estranhas como olho de cabra, intestino de boi, larvas, etc. Tudo muito estranho. Nesse caso, qualquer homem poderia participar desse programa. Vai dizer que você nunca comeu uma coisa estranha, que te fez mal depois. Eu mesmo já comi muitas coisas estranhas! A minha vizinha que fala sozinha é um exemplo.
Por falar nisso, o No Limite é um retrato da nossa realidade. E me lembra muito do relacionamento homem-mulher:
Os participantes do No Limite parecem um moleque que vai transar a primeira vez: Não acham facilmente o local para armar a barraca. O começo do namoro é uma espécie de “No Limite”: Você só consegue comer depois que faz muito esforço. O programa me lembra muito quando estamos num bordel de beira de estrada: Você não acha nada confortável e tem certeza que já comeu coisa melhor!

Só tem uma diferença entre esse reality show e a TV Senado: na TV Senado, os animais mostrados não são legalizados.